Já faz tempo que uma contratação de jogador pelo Grêmio torna-se uma novela mexicana. Para citar os últimos e mais "notáveis", os contratos de Roger Flores e Maxi Lopez e as contratações de Wellington Paulista, dentuço pilantra e agora do Kleber.
Não consigo conceber como o ato de contratar um jogador se torne um parto de bigorna. Será que as contratações de jogadores são sempre assim tão sofridas? É evidente que hoje em dia existem duas coisas que alimentam todas estas especulações que são a inclusão digital e a falta de pauta da imprensa.
Por inclusão digital, entenda-se que qualquer zé mané pode ter acesso a internet hoje e regurgitar impropérios e sandices. Ou vai dizer que atualmente a internet não está cheia de "especialistas"? Pois bem, estes teóricos do impraticável externam suas vontades na grande nuvem e estas se disseminam facilmente. Isto, de certo modo alimenta a imprensa esportiva que, em muitos casos (não todos), na falta do que escrever para vender jornal, lançam notícias vindas de fontes duvidosas que chegam aos analfabetos funcionais com acesso a internet que "arrotam" mais comentários dignos das piadinhas da prova do ENEM que parte da imprensa usa e... bem, por se retroalimentarem, este ciclo dificilmente acaba.
Sobre o caso específico do Kleber, creio que a direção do clube não foi esperta o bastante para comunicar a negociação. Da forma quase ingênua que nossos "profissionais" relataram as tratativas com Kleber, ficou claro que estava tudo encaminhado. Se o Kleber realmente veio a POA para conhecer o clube no jatinho do Grendene, minha singela opinião é que isto ficasse "nas internas". Anda muito fácil qualquer curioso escutar uma conversa de pé de orelha e usar seu smartphone para colocar um fato novo na internet.
Nossos dirigentes têm que aprender a blindar o clube das fofocas na era digital. Isto faz parte da profisisonalização da gestão de um clube da grandeza do Grêmio. Já se foi o tempo em que os amadorismos eram acobertados pelo sentimento de abnegação. Sim, porque no Grêmio, não faz muito tempo, a desculpa para fazer cagada era alegar que era um abnegado que se "doava de graça" para o clube.
Só se, por um acaso, a diferença entre os "profissionais" e os "amadores abnegados" seja apenas o pagamento de salário. Aí a coisa fica ainda mais feia...
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